23 de novembro: La lueur de ta lampe | O brilho de sua lâmpada

candles e dh beauty

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LA LUEUR DE TA LAMPE À DIX MILLE LI,
DANS MES YEUX, ELLE LUIT ENCORE 

Revenue à bon port en Chine à Hong Kong, après une traversée de 3400 km en mer,
Mes souvenirs demeurent emplis d’embruns, noyés dans l’univers silencieux
Des montagnes lointaines, des eaux profondes, des jonques colorées.
Le Vietnam m’habite à présent. Lentement je reprends mes horaires et mes
habitudes dans cette ville inconnue et belle ancrée dans la concrétude et l’innovation de son architecture. Je me rééquilibre sur  la terre ferme et songe avec gratitude et affection
aux navigateurs et à tous ceux qui veillent sur nous, lorsque nous risquons le départ et l’océan. Dans  mes yeux, la lueur de leur lampe luit encore:

« Jusqu’à l’empire du milieu tu as suivi ta destinée,
venant ici comme on marche dans le rêve,
ciel flottant, mer immense, îles lointaines.
Tu quittes le monde dans ta barque du Dharma, rapide,
La lune dans l’eau suscite la quiétude de la contemplation
Poissons et dragons écoutent ta psalmodie,
Je n’ai plus à chérir maintenant
Que la lueur de ta lampe,
A dix mille Li, dans mes yeux,
Elle luit encore»  Ainsi compose  Ch’ien Ch’i[1]
 


[1] TAO POÉTIQUE, Vrais poèmes du vide parfait, Ed. Moundarren, Chemin des bois, Millemont, France, 1986.

Poèmes traduits du chinois par Cheng Wing Fun et Hervé Collet.

Lampe Celtic Tradition

Lampe Celtic Tradition

 

 

 

 

 

 

 

A DEZ MIL LI O BRILHO DE SUA LÂMPADA
AINDA ILUMINA MEU OLHAR
 

Recém chegada num porto seguro, em Hong Kong, após uma travessia de 3400km num mar revolto, meus olhos marejados de água e espuma,  permanecem mergulhados na lembrança das águas profundas, das montanhas altas e escuras e dos barcos silenciosos e coloridos de Ha Long. O Vietnã  povoa meu sonhos. Lentamente reencontro os hábitos da vida cotidiana, nesta cidade desconhecida e bela, estruturada por uma arquitetura arrojada e inovadora.
Vou me reequilibrando lentamente e  penso com gratidão e afeto aos navegadores e a todos aqueles que cuidam de nós quando arriscamos oceanos e partidas.
O brilho de suas lâmpadas  ainda ilumina meu olhar.

Até o Império do caminho do meio, você seguiu seu destino,
 Vindo até aqui, como levado pelo sonho,
Céu flutuante, mar imenso, ilhas longínquas.
Você se despede desta terra na sua barca ligeira do dharma,
O luar nas águas desperta a calma e a contemplação.
Peixes e dragões ouviram suas preces,
Agora posso sómente amar,
O brilho de sua lâmpada,
Que a dez mil Li,
Ainda ilumina meu olhar. » escreve Ch’ ien Ch’i.[1]


[1] Ibidem 1

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